Justiça nega mais uma vez alvará de soltura de morador de Seringueiras acusado de ter cometido crime previdenciário - Giro Central

Justiça nega mais uma vez alvará de soltura de morador de Seringueiras acusado de ter cometido crime previdenciário

marcos holanda casagrande 20/12/2018 00:00:00 Jurídico
3L2hKMR60llq
.




Ivanildo Veríssimo de Luna, morador do município de Seringueiras, que se encontra preso há mais de 05 meses no presídio de São Miguel do Guaporé, acusado de ter cometido crime previdenciário, teve pedido de revogação de prisão negado mais uma vez pelo juízo da comarca de São Miguel do Guaporé. De acordo com a ata de audiência de interrogatório realizada no último dia 11, o juiz substituto, Dr. Fábio Batista da Silva, negou a pretensão do requerente de continuar respondendo a ação penal em liberdade, uma vez que o representante da justiça pública.  Dr. Jonatas Albuquerque, discordou do requerimento da defesa, o que foi acatado pelo juízo nos autos de número 0000749-35.2018.822.0022, distribuída no dia 05/09/2018. De acordo com audiência de interrogatório realizada no último dia 11, o magistrado concedeu prazo de 03 (três) para que as partes façam as alegações finais e após o processo ficará concluso aguardando a prolatação de sentença. No mês de julho passado, Ivanildo Luna foi preso na cidade de Seringueiras e com ele foram apreendidos mais de 500 laudos falsificados. Também foi apreendida uma agenda com instruções para testemunhas sobre como mentir em audiência. No primeiro dia do mês de outubro deste ano, o Ministério Público e a Polícia Civil de Rondônia deflagraram a operação “Contrafação” (o nome faz alusão às falsificações de documentos) para desarticular uma organização criminosa, formada por advogados e médicos, que estaria fraudando a previdência social. Nesse dia, foram  cumpridos 15 mandados judiciais, sendo 12 de busca e apreensão e 3 de suspensão da função pública, nas cidades de São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Domingos, Nova Brasilândia do Oeste e Ji-paraná. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso se utilizaria de um sofisticado sistema, no qual os médicos envolvidos emitiam laudos falsificados, atestando doenças inexistentes e os advogados integrantes da organização ajuizavam diversas demandas judiciais para obter ilegalmente benefícios previdenciários. De acordo com os investigadores, essa seria a segunda etapa da operação, uma vez que a primeira fase já teria ocorrido em sigilo no mês de julho deste ano, quando foi preso um dos investigados e apreendidos mais de 500 laudos falsificados. O procurador da República, Dr. Murilo Rafael Constantino, responsável pela apuração no âmbito federal, afirmou que as investigações continuam e que a revelação de nomes pode comprometer o sucesso da apuração. No entanto, disse que está sendo investigado o possível envolvimento de três advogados e três médicos.


Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98

Postagens Semelhantes

Coluna Empresarial

não tem banner