O silêncio é a nossa vitória - Giro Central

O silêncio é a nossa vitória

marcos holanda casagrande 11/10/2018 00:00:00 Jurídico
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Talvez seja muito difícil falar sobre o silêncio, porém não impossível. A falta dele é a explicação de nossas derrotas, o que aconteceu quase que geralmente, notadamente quando alteramos nossas vozes contra alguém que nos considera inimigo. É comum nos dias hoje ocorrer a “explosão”,    que é o sentimento de ódio à pessoa que fala da gente, posta comentário negativo nas redes sociais contra a nossa família, manda recado, por terceiro, que não prestamos, e assim por diante. A vontade é de fazer o mesmo e aquele ditado antigo de que “chumbo trocado não dói” nunca foi esquecido. Muitas vezes não temos sangue de barata para aguentar tanta asneira de gente de propaga a divulga algo errado que a gente faz para nos prejudicar. É aí que “morre o perigo”, ou seja, não podemos praticar o recomendável pelos infelizes: a cada ação, uma reação. Devemos agir diferente para mostrar ao invejoso que somos diferentes, civilizados e temos família e, acima de tudo, princípio. Não é fácil, porém é possível a convivência com a pessoa que nos persegue o tempo todo para nos empurrar na valeta mais próxima ou no cemitério que é o local onde os nossos inimigos desejam que a gente “more” eternamente. Falo assim porque espero que este texto possa lhe ajudar a refletir melhor como lidar com a pessoa que finge companheirismo e coleguismo. Primeiramente, quando alguém falar mal de você, procure não dá atenção. Ela vai desistir logo de continuar propagando discórdia de você. Se alguém perguntar o que acha da pessoa que não gosta de você, diga ao contrário, ou seja, que ela é muito importante na sua vida, que nutre por ela respeito, amizade e gosta de suas atitudes como pessoa. Pronto. Matou a xarada e logo ela vai saber que você a elogiou e certamente ficará sem graça ao ponto de, em breve, te tratar diferente, basta esperar o momento porque quando uma pessoa é possuída por ideias do mal, da vingança, da perseguição e até mesmo da morte (suicídio), ela não tem muito a perder e seu mundo é rodeado de uma visão antagônica de uma pessoa que sempre pratica o bem, que faz os outros felizes e sabe ser amigo do inimigo. Essa experiência a gente adquire com o tempo, ou seja, quanto mais “velho” a gente fica, mais sabe se comportar com o adversário. Temos muitas experiências a repassar, mas a melhor é a de que saber escutar a pessoa, sem bloquear com ela, é o primeiro “mandamento” desse manual de comportamento diário com os nossos inimigos. Eles existirão sempre. Porém, o mal sempre foi vencido e para construir o bem basta não praticar a intolerância que você terá bons frutos na sua vida profissional, em família, na escola, na igreja, em qualquer lugar. O melhor professor nessa difícil missão de sempre tolerar o próximo que não gosta da gente é Deus, que não pode deixar de estar ao nosso lado, pois Ele age como guardião, como “segurança” e protetor. Ouvir, pela manhã, mensagem positiva sobre espiritualidade ajuda demasiadamente a ser melhor do que o dia anterior porque a vida só tem sentido se você fizer do cotidiano uma novidade constante para evitar o comodismo, que leva à depressão, à obesidade e, principalmente, ao fracasso como pessoa, ao ponto de você dizer para você mesmo assim: não dou conta mais de viver; chega; a vida não tem sentido para mim; tudo dá errado; não tenho amigos; não consigo emprego; não sei conversar com Deus; odeio todo mundo; fico triste diariamente; essa vida não foi feita para mim... Outro bom exemplo de superação é admitir o erro. Não queira parecer igual a Jesus: sem defeito e sem pecado. No dia-a-dia cometemos acertos e também erros. Arrepender por magoar o próximo é um convite a voltar ser amigo novamente dessa pessoa que é muito útil na vida porque dependemos de todos para crescer porque somos todos pecadores, incoerentes em muitos momentos de nossas ações e variavelmente não sabemos aceitar que o erro cometido aconteceu por minha culpa. Pagamos hoje os erros que fizemos no passado. Se continuarmos errando, em breve vamos pagar novamente pelos equívocos de não aceitar as mudanças de hábitos para nos tornar pessoas dóceis, espiritualistas e amáveis com todos, sem exceção, a começar pelo seu irmão que está morando com você em casa. Lembra daquela passagem bíblica quando Jesus disse que “se você ama a Deus, mas odeia seu irmão, você não passa de um mentiroso. Porque, para Jesus, é muito fácil ser “irmão” de alguém que mora distante de você. É cômodo falar que ama a Deus mas esquece de fazer o mesmo com a pessoa que está ao seu lado. Amar é enxergar no próximo que ele é igual a você, que precisa de sua ajuda, que você deve fazer tudo por ele, não importa em que condição. Quero encerrar convidando você a refletir nesse período de processo eleitoral a respeitar o seu colega que não pensa politicamente igual a você. Isso chama-se democracia. Não brigue por causa de política. Brigar aumenta o ódio e seu alguém discordar de você porque não vai votar no seu candidato, não polemiza com ele e seu ele insistir, sai de tangente para fazer outra coisa, pois ele vai perceber que você não quer papo e dificilmente ele vai insistir em “brigar” com você por política. Depois das eleições, você vai perceber que a amizade é mais importante do que a política, mas para você entender esse pensamento não pode esquecer de que você que quis brigar por causa de política, tem de se arrepender dos erros em tratar o próximo como inimigo porque ele simplesmente não votou no seu candidato. O mundo é mais importante do que nossas diferenças. Elas sempre vão existir. Ninguém é igual ao outro. Mas lutar por ideias construtivas, convergentes e decentes é o nosso desafio todos os dias, mas se errar não esqueça de sempre refletir seu comportamento antagônico, ou seja, você deve pautar seus princípios sempre de forma positiva para construir um ambiente saudável e fraterno na sua vida. Vale a pena ser humilde. O orgulhoso é infeliz. O ignorante é vazio. O bondoso é feliz porque procura ser um exemplo dos ensinamentos de Jesus: dessa terra não levaremos nada, apenas o coração puro e aberto para receber a salvação eterna. Enfim, o silêncio é nossa vitória. Amém.     

Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98

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