Um pai consegue cuidar de 15 filhos, mas eles não sabem cuidar de quem os criou - Giro Central

Um pai consegue cuidar de 15 filhos, mas eles não sabem cuidar de quem os criou

marcos holanda casagrande 23/12/2019 00:00:00 Noticias
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Estou acompanhando com atenção o desdobramento envolvendo o filho do presidente do Brasil Flávio Bolsonaro, acusado de ter, em tese, perpetrado ilicitude, como envolvimento nas milícias no Rio, a morte de Marielle e promover “rachadinha” (divisão de salários) na Câmara de Vereador de seu Estado. Já disse aqui algumas vezes que não votei no presidente Bolsonaro, mas ele como pai, está agindo corretamente na defesa de seu filho. Se fosse faria o mesmo porque pelos meus filhos lutarei até as forças cessarem. Logicamente, que não comungo com prática criminosa e para o presidente, seu filho, até que prove em contrário, não tem participação nas ilicitudes. Nenhum pai abandona seu pai. Já vi cenas surpreendentes na televisão de pais que sabem que seus filhos morreram porque estavam trocando tiros com a polícia devido a roubos, sequestros e outros crimes dessa natureza, que, para os genitores, antes de terem suas vidas ceifadas pela violência urbana, a qual todos nós estamos inseridos, foram heróis e ninguém tira deles essa imagem de que quando em vida eram as principais pessoas em suas companhias. 


O amor dos pais


Somente que é pai e mãe sabem o amor que estes têm aos seus filhos. Falando desse assunto de relacionamento entre pais e filhos, lembro da passagem de Paulo de Tarso  (Coríntios 13:11-13), que tem a seguinte narrativa: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. Minha visão sobre este pequeno trecho da Bíblia, vejo-o que quando éramos crianças não tínhamos a noção clara do significado de ser pai e mãe. Jamais imaginaríamos que o amor seria tão profundo ao ponto de nem passar pelas nossas cabeças chegar ao ponto de perder nossa maior riqueza, que são os nossos filhos. 


Situação complexa


Por outro lado, imagino que não está sendo fácil para o presidente Bolsonaro governar o Brasil. Vejo que sua articulação com os grupos de comunicação seja a sua maior falha. Os veículos de imprensa exercem grande influência à população em geral. As pessoas hoje gostam de informações, a começar pelas redes sociais. Aos poucos, o sistema televiso, principalmente, está ficando para trás, porém o único que jamais deixará de existir é o rádio, o que tem maior inserção à comunidade mais abastada. A coletivo de hoje do presidente foi a pior até agora. Veja o que ele no portão de entrada do Palácio da Alvorada, onde costuma dar entrevista: “Pergunta para tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai”, diz Bolsonaro a um dos jornalistas presentes na coletiva à imprensa. Fugiu totalmente do controle emocional a fala do presidente. Jamais deveria ter falado isso. Sou mal e não é essa a postura que nós desejamos da maior autoridade nacional. 


“Se é governo, sou contra”


Esta frase já foi falada a todos os cantos do país. Esta segunda, possivelmente, uma das mais lindas, ditas por Che Guevara, o qual o presidente tem ojeriza: “É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais”. A minha explicação em relação a estas duas frases é que se não ainda entendi até agora as propostas do atual governo, não devo manifestar contrariedade ao ponto de radicalizar sobre seus projetos inicias de apenas um ano de mandato. Quanto à segunda frase, percebo que o presidente necessita sair do foco da imprensa, que tem, na sua grande maioria, profissionais com visões ligados mais à esquerda, razão pela qual seu segmento daqui para frente é deixar um pouco a sede do governo federal (Brasília) e fazer visitas a vários Estados empobrecidos e muitos deles sem dinheiro até para pagar o 13º salário de seus servidores. Ainda faltam 03 (três) anos de governabilidade. A estrada é longa. A cruz é pesada. O Estado brasileiro está falido por completo. A corrupção varreu parte de nossas esperanças de viver numa nação voltada à educação, a saída de todas as crises institucionais. Sem educação não tem salvação. 


O papel da oposição


A oposição está fazendo o seu papel. Conviver com ele é a arte da democracia e da ternura. Na política não há amigos, apenas conspiradores. Sempre foi assim. Não vai mudar nunca. Quem está fora do poder, age conspirando contra quem está dentro do poder. Quem está dentro do poder, age para conspirar contra os inimigos (opositores) para que se distanciem o máximo possível do poder. O poder, naturalmente, é o dinheiro. Deveria ser diferente, porém como a grande maioria dos políticos é corrupto, o dinheiro gera a ganância, a fortuna com o dinheiro público, a corrupção que virou epidemia nacionalmente. Essa é nação que Bolsonaro está governando. Os governos passados contribuírem direta e indiretamente para levar o caos nas políticas públicas. Todos os governantes, sem exceção, após o fim do militarismo no poder, dilapidaram o patrimônio público. São escândalos e mais escândalos envolvendo organizações criminosas que se instalaram como aves de rapina nos cobres públicos assaltando o contribuinte. Levaremos anos para consertar o estrago da imoralidade. Mas jamais deveremos perder a ternura e esperança de triunfar nos caminhos da prosperidade, da fraternidade e da reconstrução do Brasil. 


Conclusão


Estamos todos na contramão da história em matéria de governabilidade. Aqueles que se elegerem para “fazer o dever de casa”, como os políticos gostam de autoproclamar, estão sem articulação e sem entrosamento para levar o país à condução de maior respeitabilidade. Todos são culpados pela anarquia que se criou atualmente. Uma vergonha. Uns tentam fazer. Outros tentam desfazer. Outros desfazem aquilo que foi feito. Os outros tentam fazer o que foi feito contrário ao seu projeto político. Ou seja, a situação está cachorro querendo morder seu rabo em ziguezague. Nem vai e nem fica. Fica parado igual poste. Assim caminha o Brasil. De pior a pior. Para piorar, basta piorar mais um pouco que vai pior de vez. Assim eremos para o buraco da vergonha em razão de homens públicos responsáveis que saibam governar para o povo e com o povo. Feliz Natal a todos.

Jornalista Ronan Araújo de Almeida DRT/RO (431/98)

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