Tragédia de Brumadinho: blá, blá, blá... - Giro Central

Tragédia de Brumadinho: blá, blá, blá...

marcos holanda casagrande 28/01/2019 00:00:00 Noticias
a70pwEyuXfZS
.





Essa tragédia anunciada que ocorreu na semana passada na cidade de Brumadinho (MG) é uma repetição piorada do que aconteceu em Mariana há três anos passados. Autoridades tentam explicar o inexplicável e até agora apenas demagogia barata para não falar outro sinônimo de verbo que mostre, com clareza, a realidade nacional em relação à questão do meio ambiente no país. Como disse o presidente da Vale, esta tragédia recente está mais relacionada à pessoa humana e não a bens materiais. Ou seja: a maioria das vítimas é da própria empresa, o que prova que a mineradora não sabe fazer projetos que contém rejeitos danosos à saúde humana porque até restaurante havia abaixo da contenção de milhões de litros considerados nocivos à vida dos trabalhadores que agora estão soterrados debaixo de lama, o que dificilmente serão resgatados para um enterro digno imaginado por  seus familiares. Na tragédia de Mariana, até agora nada foi feito pela companhia para indenizar as inúmeras vítimas, inclusive o ativo financeiro que havia sido bloqueado pela justiça, já não existe mais dinheiro à disposição dos familiares, esperando até agora uma boa vontade da empresa para “recompensar” o sofrimento de cidadãos que perderam tudo e muitos deles moram em apartamento alugado aguardando um desfecho sobre o futuro para prosseguir sonhando, um dia quem sabe, voltar a morar onde eram felizes, mas que, de repente, virou tudo em porcaria que nada pode ser aproveitado para o plantio, por exemplo. O caso de Brumadinho será mais uma vez um jogo de palavras da empresa contra os familiares das vítimas, ou seja, hoje mesmo o advogado da companhia disse que a Vale não pode ser responsabilizada pela tragédia. Se a empresa não tem cumplicidade com o problema ambiental, então cobrar de quem? Outro jogo de palavras, ao vento, está ligado a discursos vazios de autoridades governamentais e parlamentares dizendo que a culpa é da Lei Ambiental, o qual considera como esdrúxula, ambígua, antagônica e imperfeita. Se lei no Brasil resolvesse alguma coisa, o país seria campeão mundial em todas as modalidades, uma vez que tanto a legislação ambiental quanto as demais existentes, são um péssimo exemplo a outros países, como por exemplo, a Constituição americana, que vai completar três séculos e até agora sofreu poucas alterações. A lei ambiental no Brasil é a cara da nação: gambiarra pura. Sabe por quê? Porque os nossos legisladores são uma piada de mau gosto em se tratando de elaboração de leis que melhorem a vida do brasileiro. Eles, primeiramente, se preocupam com a vida deles. No final do mandado, fingem que estão trabalhando com afinco em favor da população para tentar conseguir um novo mandato. No Congresso Nacional, tem bancada de todo tipo, mas não há a que mais precisamos: a que se preocupa com os brasileiros, notadamente quando se refere à questão do meio ambiente, que é tratada com frouxidão, desrespeito, “faz de conta”, o que chamamos de prevaricação, ou seja, as autoridades ambientais fingem que atuam e os que sofrem autuações fingem que quitarão suas obrigações com os governos estaduais e federal que têm a obrigação de fiscalizar para evitar que tragédia como a de Brumadinho se repita nas terras da nação que patina para sobreviver diante de desgraça que destrói centenas de famílias pelo resto da vida, que ficam desamparadas e entregues a toda sorte do mundo, haja vista que, em pouco dias, ninguém mais vai falar sobre o caso ocorrido na semana passada na cidade mineira. No final, fica o dito pelo não dito. E assim caminha o povo brasileiro, sem rumo, sem direção como um tatu perdido no mato, correndo para não ser comido pelos seus “irmãos” de selva. 
 

Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98

Postagens Semelhantes

Coluna Empresarial

não tem banner