Padre e professor na PUC/SP ministra aula sobre o ecumenismo no curso de pós-graduação em catequese na Diocese de Goiás - Giro Central

Padre e professor na PUC/SP ministra aula sobre o ecumenismo no curso de pós-graduação em catequese na Diocese de Goiás

marcos holanda casagrande 11/01/2019 00:00:00 Noticias
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Dando sequência ao curso de pós-graduação em catequese, que sendo realizado pela Diocese de Goiás, em parceria com o IFITEG (Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás), o padre e professor na PUC/SP, José Bizon, ministrará hoje e amanhã sobre o ecumenismo. Pela manhã, o bispo da diocese, Dom Eugênio Rixen, fez a apresentação do mestre, ressaltando suas qualidades intelectuais e sacerdote que dedica a abordar o assunto há mais de 35 anos, inclusive palestrando a convite da CNBB. Dom Eugênio ressaltou, ainda, que esse curso de mestrado em catequese, que completa 13 anos esse ano, que é de grande importância para padres, religiosos e leigos para que possam transmitir junto às suas bases pedagógicas uma iniciação à vida cristã com responsabilidade e conhecimento no assunto. “Estou muito feliz com a presença de todos e que as benções de Deus iluminem a cada um dos presentes nesse curso de pós-graduação em catequese e aproveitem bastante os ensinamentos dos nossos professores porque eles são muito capacitados e profundos conhecedores em suas disciplinas, como o padre José Bizon, que o considero um dos melhores do Brasil quanto à temática sobre ecumenismo”, disse o bispo.

DINÂMICA USADA PELA MANHÃ

Brincalhão e muito simpático, padre José Bizon registrou que não estava ali como conhecedor de tudo sobre ecumenismo e sempre está aprendendo sobre o tema. Disse que todos os alunos devem se interagir fazendo perguntas construindo as respostas para melhor compreender a importância do ecumenismo, bem como buscar sempre a união das igrejas por um mundo melhor, por uma paz verdadeira objetivando a tolerância de diversidade entre as religiosas. Pediu aos acadêmicos que falassem a realidade das igrejas existentes em suas cidades e os alunos lembraram muitas delas as quais foram registradas na lousa da sala de aula. Por fim, contou sua experiência como um apaixonado pelo ecumenismo na cidade de São Paulo onde mora e atua como professor universitário. Ressaltou que participa de um grupo de, aproximadamente, 40 pessoas de diversas religiões que se reúnem uma vez por mês para trocar ideias sobre o ecumenismo buscando uma experiência com Deus com visões diferentes. 

O QUE É ECUMENISMO

Ecumenismo é o processo de busca unitário. O termo ecumênico provém da palavra grega οκουμένη, o significa mundo habitado. Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões. O Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católicaortodoxaluteranaanglicana e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. Do ponto de vista do cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas. 


A IGREJA CATÓLICA E O ECUMENISMO


O ecumenismo sempre foi uma grande preocupação da Igreja Católica. O Papa Francisco ressaltou recentemente, numa bela cerimônia religiosa realizada no Vaticano, sobre a importância da unidade dos cristãos na busca do ecumenismo. “A unidade dos cristãos não é um ecumenismo de ‘marcha ré’; não obriga ninguém a renegar a própria história de fé; nem é possível tolerar o proselitismo, que envenena o caminho ecumênico. Cada uma destas reuniões foi para mim uma fonte de consolo ao constatar que o desejo de comunhão permanece vivo com intensidade. A unidade dos cristãos é um requisito essencial da nossa fé. Um requisito que brota do fundo de nosso ser como crentes em Jesus Cristo. Chamamos à unidade porque invocamos Cristo. Queremos viver a unidade porque queremos seguir Cristo, viver o seu amor, gozar do mistério de sua unidade com o Pai, que é a essência do amor divino. A unidade não é fruto de esforços humanos ou fruto da diplomacia eclesiástica, mas um dom do céu. Não somos capazes de chegar à unidade por nós mesmos, nem podemos decidir sobre a forma e os tempos em que acontecerá esta unidade. As diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canônicas que se desenvolveram no mundo cristão, quando permanecem enraizadas de modo autêntico na tradição apostólica, são uma riqueza e não uma ameaça para a unidade da igreja. Tentar suprimir essa diversidade é ir contra o Espírito Santo, que atua enriquecendo a comunidade de crentes com uma variedade de dons. A tarefa ecumênica implica o respeito à legítima diversidade, a superar as diferenças irreconciliáveis com a unidade que Deus nos pede. A persistência destas diferenças não deve nos paralisar, mas impulsionar a procurar unidos como enfrentar esses obstáculos”, finalizou.

 

Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98

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