Dom Tomás Balduíno, o bispo que revolucionou as pastorais na Diocese de Goiás - Giro Central

Dom Tomás Balduíno, o bispo que revolucionou as pastorais na Diocese de Goiás

marcos holanda casagrande 12/01/2019 00:00:00 Noticias
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Tomás Balduíno, registrado como Paulo Balduino de Sousa Décio, nasceu na cidade de Posse, Estado de Goiás, no dia 31 de dezembro de 1922. A partir de 02/05/2014, foi urgindo à condição de  bispo emérito de Goiás e assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Pertenceu à Ordem Dominicana. Teve um papel de destaque dentro da Igreja Católica nas questões referentes à reforma agrária e aos direitos dos povos indígenas. Participou da criação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em 1972, da qual foi presidente entre 1980 e 1984, e da CPT, em 1975, que presidiu de 1999 a 2005. Foi o último filho homem de uma família de onze filhos, três homens e oito mulheres. Fez o Seminário Menor na Escola Apostólica Dominicana em Juiz de Fora, MG. Concluir os estudos secundários no Colégio Diocesano, dirigido pelos irmãos maristas, na cidade de Uberaba, MG. Estudou filosofia no seminário dos dominicanos na cidade de  São Paulo, capital. Ordenou-se presbítero em 1948. Seus estudos no curso de teologia foram efetuados na cidade de Saint Maximin, França, onde concluiu o mestrado em 1950. Pós-graduou-se em antropologia e linguística pela Universidade de Brasília no ano de 1965. Logo após ser ordenado, foi professor de filosofia na Faculdade de Filosofia de Uberaba, em 1950. Em 1951, foi transferido para Juiz de Fora para ser o vice-reitor da Escola Apostólica Dominicana naquela cidade, onde também lecionou filosofia. Em 1957, foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia, onde ficaria até 1964. Nessa etapa, teve contato com a realidade indígena e sertaneja. Para desenvolver um trabalho mais eficaz junto aos povos nativos, estudou e aprendeu a língua dos Xicrin, dos Bacajá e dos Kayapó e fez mestrado em antropologia e linguística, na Universidade de Brasília, que concluiu em 1965. Em 1965, foi eleito prelado-coadjutor da Prelazia de Santíssima Conceição do Araguaia, hoje Diocese de Marabá. Em 26 de novembro de 1967, foi ordenado bispo da Diocese de Goiás, onde permaneceu por 31 anos. Nesta missão, teve grande contato com a vida dos índios e lavradores, assumindo sua causa. Foi cofundador do Conselho Indigenista Missionário em 1972 e seu segundo presidente. Ajudou também a fundar a Comissão Pastoral da Terra, em 1975, sendo seu presidente entre 1997-1999. De 1967 a 1998 foi bispo da Diocese de Goiás. Foi personagem fundamental no processo de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Foi presidente do CIMI, de 1980 a 1984, e presidente da CPT, de 1999 a 2005. Em julho de 1976, Dom Tomás foi ao sepultamento do Padre Rodolfo Lünkenbein e do índio Simão Bororo, assassinados pelos jagunços, na aldeia de Merure, no Estado do Mato Grosso. Enquanto esteve à frente a Diocese de Goiás, procurou implementar as recomendações do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín (1968). Em 02 de dezembro de 1998, tornou-se bispo emérito da Diocese de Goiás. Em 2002, recebeu a medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e o Título de Cidadão Goianiense pela Câmara Municipal de Goiânia. Em 2003, foi designado como integrante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, CDES, do governo federal, mas não se manteve muito tempo nesse cargo porque avaliou que pouco ou nada contribuía para as mudanças almejadas pela nação brasileira. Foi também nomeado como integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE). Em 2006, recebeu o Prêmio de Direitos do Homem Dr. João Madeira Cardoso, pela Fundação Mariana Seixas, de Viseu, Portugal, em colaboração com o Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. Também, em 2006, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Católica de Goiás por sua luta pela cidadania e direitos humanos. Seis anos depois, recebeu honraria idêntica, desta vez, pela UFG. Em 2008, recebeu o prêmio Reflections of Hope, da Oklahoma City National Memorial Foudation, como exemplo de esperança na solução das causas que levam à miséria de tantas pessoas em todo o mundo. De 22 a 29 de março 2009, foi à Roma para participar de palestras em homenagem de Dom Oscar Romero e dos 29 anos do seu assassinato. Em abril de 2014, ficou internado de por dez dias em Goiânia. O religioso morreu em decorrência de uma tromboembolia pulmonar no dia 2 de maio de 2014. O corpo de bispo Tomás Balduíno foi sepultado no dia 5 de maio, no interior da catedral de Nossa Senhora de Santana, na cidade de Goiás. Ao velório e enterro do bispo, compareceram trabalhadores rurais sem terra, indígenas e religiosos, além de autoridades locais. Segundo comunicado divulgado pela Comissão Pastoral da Terra, dom Tomás lutou por toda sua vida pela defesa dos direitos dos pobres da terra, dos indígenas, das demais comunidades tradicionais, e por justiça social. 


Jornalista Ronan Almeida de Araújo é registrado profissionalmente na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Estado de Rondônia sob 431/98

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