No Acre, audiência de custódia de deficiente auditivo é realizada em libras - Giro Central

No Acre, audiência de custódia de deficiente auditivo é realizada em libras

Outros Estados também têm investido no uso de Libras para maior inclusão.

marcos holanda casagrande 20/12/2019 00:00:00 Noticias
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O dia de 29 de agosto de 2017 foi uma data importante para a cidade de Itabuna/BA. Isso porque o município protagonizou um acontecimento inédito: o primeiro júri com tradução em Libras do Brasil. Com 15 horas de duração, o julgamento contou com a atuação de três intérpretes e foi acompanhado por 40 pessoas com deficiência auditiva.

Desde então, o uso de Libras no Poder Judiciário tem avançado no país. Recentemente, a Justiça do Acre garantiu que uma pessoa com deficiência auditiva e na fala pudesse se comunicar na audiência de custódia.

Ao Migalhas, a juíza Andrea Brito, que presidiu a sessão, disse: “É extremamente valiosa a percepção da necessidade de termos na audiência de custódia a participação de um intérprete de Libras”.

Assista à reportagem:


Iniciativas

Em 2016, o CNJ editou a resolução 230, que tem por objetivo orientar a adequação das atividades para uma inclusão plena de pessoas com deficiência no Judiciário. Após a edição do documento, muitos Estados se mobilizaram para colocar em prática a palavra inclusão

Entre as medidas previstas na resolução está o adequado atendimento às pessoas surdas, o que inclui a habilitação de servidores em cursos oficiais de Libras e a nomeação de tradutores e intérpretes dessa língua.

Além do Acre, outros Estados estão investindo na inclusão. O TJ/DF já realizou ações educacionais voltadas ao ensino de Libras, tendo como alunos servidores e magistrados.

O TJ/PR conta com a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, ela tem realizado ações, como a promoção de seminários, para promover a conscientização dos promoção dos direitos das pessoas com deficiência, especialmente nos órgãos públicos.

Neste ano, foi realizada a primeira visitação no STF com tradução para Libras. Divididos em dois grupos, 35 surdos e dois professores ligados à APADA - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos visitaram o edifício-sede da Suprema Corte brasileira.

Benefícios

O investimento em inclusão é benéfico para toda a sociedade. A juíza Márcia Cristie Leite Vieira, responsável por presidir o primeiro julgamento com tradução em libras, fala com orgulho do feito pioneiro realizado em uma cidade do interior da Bahia:

 “Acho que foi o momento mais bonito da minha carreira, pois não tinha ideia do interesse dos surdos em participar do mundo jurídico. Tenho muito orgulho de ter realizado esse Júri.”


Jornalista Ronan Araújo de Almeida DRT/RO (431/98)

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