"Juízes cometem ilícitos e devem ser punidos", diz ministro Fachin, do STF. - Giro Central

"Juízes cometem ilícitos e devem ser punidos", diz ministro Fachin, do STF.

marcos holanda casagrande 08/07/2019 00:00:00 Politica
rqz7qyekEjNs
.




O relator dos processos da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, afirmou hoje em Curitiba que juízes também cometem atos ilícitos e que esses magistrados devem ser punidos quando isso acontece.

"Juízes também cometem ilícitos e devem ser punidos", afirmou Fachin. "Juiz algum tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem a prerrogativa de fazer de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica. Se o fizer, há de submeter-se ao escrutínio da verificação."

Em discurso na sede do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), Fachin não citou exemplos de ilegalidades. Também não falou especificamente sobre os processos da Lava Jato, nem sequer citou o nome do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), cujas conversas com procuradores da operação quando ainda era juiz federal foram reveladas pelo The Intercept Brasil. Apesar disso, na cidade que deu origem à Lava Jato, Fachin ressaltou que "ninguém está acima da lei". Afirmou ainda que nenhum magistrado pode usar seu cargo para atender seus interesses pessoais ou ideologia. Fachin afirmou que o mesmo raciocínio vale para membros do MP (Ministério Público). Para ele, o órgão, responsável pelas acusações em processos judiciais, deve buscar punição aos que descumprem a lei. Contudo, disse que isso deve ocorrer dentro do que estabelecem a Constituição e o Estado Democrático de Direito. O ministro é um dos citados nas mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas na sexta passada (5) pela revista Veja. De acordo com a revista, em 13 de julho de 2015, Deltan deixou uma reunião com Fachin e logo comentou o resultado da conversa com os demais procuradores da força-tarefa, por meio do aplicativo Telegram. "Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso."

Em discurso na sede do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), Fachin não citou exemplos de ilegalidades. Também não falou especificamente sobre os processos da Lava Jato, nem sequer citou o nome do ministro Sergio Moro(Justiça e Segurança Pública), cujas conversas com procuradores da operação quando ainda era juiz federal foram reveladas pelo The Intercept Brasil.

Apesar disso, na cidade que deu origem à Lava Jato, Fachin ressaltou que "ninguém está acima da lei". Afirmou ainda que nenhum magistrado pode usar seu cargo para atender seus interesses pessoais ou ideologia.

Fachin afirmou que o mesmo raciocínio vale para membros do MP (Ministério Público). Para ele, o órgão, responsável pelas acusações em processos judiciais, deve buscar punição aos que descumprem a lei. Contudo, disse que isso deve ocorrer dentro do que estabelecem a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

O ministro é um dos citados nas mensagens obtidas pelo Intercept edivulgadas na sexta passada (5) pela revista Veja. De acordo com a revista, em 13 de julho de 2015, Deltan deixou uma reunião com Fachin e logo comentou o resultado da conversa com os demais procuradores da força-tarefa, por meio do aplicativo Telegram.

"Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso."



Jornalista Ronan Almeida de Araújo (DRT/RO 431/98)

Postagens Semelhantes

Coluna Empresarial

não tem banner